sábado, 8 de dezembro de 2007

A (in)segurança da dúvida

Há pessoas que preferem desfrutar da vida momento a momento e que não se guardam para um futuro cujas promissoras hipóteses e oportunidades não as satisfazem ou seduzem. Fazem das finitas e efémeras experiências que coleccionam, a sua eternidade retirando das mesmas a força e o sentido para persistir. Há quem os critique por considerar a sua postura leviana e irresponsável, mas para que assim se seja é preciso uma dose de auto-estima, de autoconfiança elevadas.


Não é fácil viver na corda bamba, no fio da navalha e atravessar a rua cada vez que a monotonia e a previsibilidade aparecem no mesmo passeio. É uma actividade radical em que a quantidade de adrenalina é directamente proporcional ao desconhecimento. Viver o presente talvez seja uma forma de intensificar o que se sente, já que o que conta é esse dia, o momento e a oportunidade que surge. É um estado de alerta permanente! Tanto assim é nas relações sociais como profissionais, mas as designações variam: nos relacionamentos, ao contrário do que muitos julgam, quem muito varia pode ser exigente e não leviano, já que não é dado a sacrifícios; se insatisfeito, procura outras fontes de interesse, satisfação, outras situações que renovem o prazer e o sorriso e dependendo do género, os rótulos variam, sendo normalmente os homens invejados e as mulheres desprezadas; na vida profissional está na moda olhar para os "trapezistas" sem rede com admiração pelo seu rasgo, a sua coragem em remar contra a maré e corrente das evidências – é o empreendedor - que tanto falatório provoca.


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